20 de agosto de 2016

5. ASSISTIR AOS ENFERMOS

           
Esta obra de misericórdia consiste em dar todo o atendimento que seja necessário a algum enfermo. seja ele pessoa da própria família, seja de alguma família conhecida ou até uma pessoa desconhecida.
            Esta assistência se refere desde os atendimentos essenciais como vestuário, alimentação, bebida, medicação, ou internação em hospital, bem como visitas caritativas para dar ânimo e conforto material ou psicológico e espiritual ao enfermo.
            Em se tratando de familiares enfermos, os próprios laços de sangue levam as pessoas a cuidar da melhor forma possível os seus enfermos. Este cuidado faz parte da justiça, do amor familiar e da obrigação humana. Nestes casos, para que esta assistência seja reconhecida como obra de misericórdia é necessário que o coração se revista de um espírito de caridade que, aliás, torna ainda mais cuidadosa toda a atenção para com o enfermo.
            Pratica esta obra de misericórdia também quem se propõe a fazer visitas a pessoas enfermos que estão em suas casas ou em hospitais. Encontramos pessoas que realizam essas visitas com a finalidade de animar, encorajar, confortar pessoas enfermos.
Este cuidado caridoso ao enfermo também merece a recompensa da misericórdia divina, bem como a aprovação das palavras de Jesus que diz: “O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque eu era enfermo e vós me visitastes.  Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que tu estavas enfermo e nós te visitamos? ... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e SS)

Oração:
            Senhor Jesus, vivo, ressuscitado, concedei-me pelo Espírito Santo um coração sensível diante das doenças e enfermidades dos irmãos. Vós visitastes e curastes a tantos. Aliás, continuais a visitar e a curar a muitos também em nossos dias. Diante da doença e enfermidade dos irmãos, que eu me sinta compungido e solidário, procurando visitar, socorrer e encorajar aqueles enfermos que estão mais abandonados e necessitados. Nem sempre é cômodo realizar essa obra, mas com a graça do Espírito Santo, poderei praticar essa obra de misericórdia. Amém.




16 de agosto de 2016

4 DAR POUSADA AOS PEREGRINOS.

   
Esta obra de misericórdia consiste em dar pousada para peregrinos, para viandantes, que não tem como e onde se abrigar para passar as suas noites. Nos tempos antigos esta era uma necessidade para não poucas pessoas, principalmente quando a migração das pessoas ocorria para encontrar lugar de se estabelecer e de encontrar trabalho. Hoje, esta obra de acolher pessoas peregrinas na própria casa é algo mais difícil, a não ser nas vilas do interior, onde a simplicidade das pessoas favorece esta acolhida.
 Uma forma de praticar essa obra é encaminhar tais viandantes para albergues mantidos pela Igreja, ou por associações da sociedade civil ou por organizações governamentais. De todo modo, se aparecer uma oportunidade de acomodar algum peregrino, e alguém o fizer com espírito de caridade, estará praticando essa obra de misericórdia, e com isso estará alcançando misericórdia e, ao mesmo tempo, estará dentro do alcance das palavras de Jesus que diz: “O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque eu era peregrino e vós me acolhestes.  Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que tu eras peregrino e nós de acolhemos? ... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e SS)

Oração

            Senhor Jesus, nos três anos que vivestes em nosso meio fisicamente, muitas vezes fostes peregrino e necessitastes de que alguém Vos acolhesse. Lembro Lázaro, Marta e Maria, de Betânia, que Vos acolheram não poucas vezes. Aliás, Vós os gratificastes com a ressurreição de Lázaro. Dai-me, Senhor, um coração compassivo, para que quando surgir a necessidade de hospedar alguém, que eu não mantenha alheio e acomodado, mas faça o que estiver ao meu alcance para que o peregrino, o viandante, tenha onde passar a noite.

10 de agosto de 2016

3 VESTIR OS NÚS


Andar  vestido confortável e dignamente também é uma necessidade de todo ser humano, quer quando alguém se encontra em seu lar, e mais ainda quando precisa estar em sociedade. Um vestuário digno de um ser humano faz parte até para que haja um bem estar psicológico.
Esta obra de misericórdia pode ser realizada pela oferta de roupas que sejam úteis a uma família pobre e necessitada dessa ajuda. Oferta essa, levada diretamente para uma determinada família, ou entregue a uma obra de caridade que oferece essa assistência. Quase sempre podemos doar  roupas que já foram usadas,  mas estão em bom estado e podem ser bem aproveitadas. No armário de muitas famílias há uma quantidade de roupas guardadas que já não são utilizadas. Muitas vezes a roupas que estão sobrando em nosso armário são aquelas que falta para muitos pobres.
Evidentemente que, uma pessoa que quer realizar essa obra de “vestir os nus”, pode ocasionalmente adquirir roupas novas em uma loja popular, quando há promoções, ou adquiri-las num brechó, e destiná-las a uma determinada família. Se um coração generoso se despertar para essa possibilidade  e empenhar uma parcela de seu dinheiro para essa obra de misericórdia, entrará no grupo daquelas pessoas a quem Jesus lhes diz: “O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque estava nu e me vestistes...  Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos nu e te vestimos?,... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e ss)

Oração:
            Senhor Jesus, diante da necessidade de roupas por que passam muitas pessoas e muitas famílias, dai-me a sensibilidade de coração a fim de que eu saiba fazer alguma coisa para vestir as pessoas carentes, cujos corpos são templos do Espírito Santo e merecem ser vestidos com dignidade. Diante das roupas em excesso no meu armário, as quais já não são usadas, dai-me coragem e generosidade para doá-las. Até mesmo que eu tome iniciativas de, por vezes, adquirir roupas novas ou semi-novas, para doá-las a famílias necessitadas. A vossa promessa que li há pouco, seja um estímulo para que eu pratique essa boa obra.




1 de agosto de 2016

2. DAR DE BEBER A QUEM TEM SEDE


A sede é um grito do organismo físico necessitado de líquido. A falta desse líquido pode se tornar uma necessidade premente, em dado momento mais intensa do que a fome. A falta de líquido tortura o corpo e constrange o psíquico. Como a fome, a necessidade de líquido é uma urgência diária e premente.
Esta obra de misericórdia pode ser praticada de forma imediata, quando alguém solicita um copo de água. Ou pode ser também praticada de forma mais generosa, doando água, por exemplo, a uma família pobre que não possui água encanada, e que não pode comprar água de boa qualidade para consumo. Alguém poderia doar um galão de 20 litros por semana para uma família pobre. Para evitar algum trabalho a mais, poderia autorizar um vendedor de água a fornecer um galão por semana a uma determinada família, pagando-se oportunamente o custo.
Melhor ainda quando alguém pode agir socialmente conseguindo água encanada para uma determinada rua de favela, ou de bairro desprovido da mesma.
Também aqui valem as palavras do próprio Jesus que se identificou com os sedentos, quando disse: “O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive sede e me destes de beber...  Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com sede e te demos de beber?,... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e ss) 

Oração:
Senhor Jesus, sensibilizai meu coração diante dos irmãos que sofrem pela falta de água para o consumo diário necessário. Se sofrer de fome é uma tortura, sofrimento igual, às vezes maior, é não possuir água para um momento de sede, ou para o uso doméstico diário. Senhor, percebo que posso fazer algo para levar água às pessoas e às famílias que carecem desse elemento tão vital e importante. Ainda mais que Vós considerais como dada a Vós a água que damos a quem dela necessite. Amém.



27 de julho de 2016

1. DAR DE COMER A QUEM TEM FOME


A  fome é um sofrimento que oprime uma pessoa, tanto no seu físico como no seu psíquico. Costuma-se dizer que “a fome não espera pelo depois”. O alimento é uma necessidade diária. A fome é uma manifestação igualmente diária. Passar fome por um dia já é um sofrimento. Passar fome todos os dias é uma tortura física e psicológica que abate profundamente o faminto. Pior é que há muitos milhões de pessoas que sofrem de fome a vida toda. Muitos morrem de fome.
Essa obra de misericórdia pode ser facilmente praticada, pois os pobres e famintos estão por toda parte. Satisfazer de imediato a um pedinte de comida já é uma obra de caridade generosa e meritória. Providenciar alimento duradouro para uma família pobre, por meio de oferta mais abundante, por meio de cesta básica, é obra maior. Trabalhar numa obra social paroquial, ou numa associação beneficente, que atende às necessidades imediatas dos pobres, e organiza uma estrutura de assistência duradoura, é outra forma de praticar esta obra, desde que haja o espírito de misericórdia e caridade.
Se as donas de casa de classe média e rica descobrissem essa bênção, e quando fossem fazer a compra da semana ou do mês se lembrassem de adquirir uma parte a mais para “alimentar” os famintos que estão ao seu alcance, ou para encaminhar tais alimentos para uma entidade que presta essas assistências, quantas bênçãos receberiam para suas vidas e suas famílias.
Não se pode esquecer o que Jesus falou sobre isso. Ele disse que, no fim do mundo, acontecerá que  “O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque tive fome e me destes de comer... ; Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer?,... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e ss) 

Oração:
 Senhor Jesus, dai-me um coração sensível e generoso para com os irmãos que passam fome, que sofrem por causa da fome. Como é doloroso e deprimente estar com fome, e não ter o que comer, e não ter a quem recorrer para receber algum alimento que possa sedar a fome. Diante dessa realidade tão dolorosa, dai-me um coração generoso para que, mais do que até agora, eu me decida a realizar essa obra de misericórdia. Tanto mais que considerais como dado a Vós o alimento que damos aos famintos. Amém.