24 de setembro de 2016

3. CORRIGIR OS QUE ERRAM


            Uma obra de misericórdia espiritual, sem dúvida importante, mas delicada e, às vezes, difícil e espinhosa é corrigir os que erram. Quem nunca errou? Quem está isento de errar? Quanto menos conseguirmos errar, tanto melhor.
Nem sempre gostamos de ser corrigidos. O orgulho presente em todo coração humano é a causa de não gostarmos de ser corrigidos, e é, também, a causa de que os outros não gostem de ser corrigidos por nós. Às vezes, a omissão diante de uma correção a fazer pode levar alguém a cometer erros graves que comprometem a sua vida ou a de outros.
            Essa correção, que é obra de misericórdia espiritual, deve sempre ser feita com o objetivo de auxiliar a pessoa, de tirá-la de um mau caminho, de hábitos errados, de vícios, enfim, daquilo que a pessoa está fazendo, desejando, pensando ou falando que não seja bom para ela e, eventualmente, para os demais.
            Essa correção sempre deve ser feita na hora certa, com as palavras corretas, com sentimentos de bem querer, de modo que a pessoa corrigida percebe o bem que lhe queremos.
            Corrigir os que erram, com amor e com vontade de ajudá-los, é uma excelente obra de bondade e de caridade. Quantos erros são evitados graças a essas correções. Sendo uma obra de misericórdia, também essa alcança a promessa de Jesus que disse: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”. Não nos omitamos de corrigir quando se trata de ajudar alguma pessoa. Mesmo que seja espinhoso.
            Oração

            Divino Espírito Santo, que sois a luz iluminadora nas trevas do mundo e nos caminhos obscuros do ser humano, Vós que quereis que todos os seres humanos andem pelos vossos caminhos de luz, de bem, de verdade, de justiça e de amor, dai-me palavras acertadas e cheias de sabedoria para aconselhar àqueles que estão à minha volta, quando precisarem de uma boa palavra para abandonarem o erro, o falso, o injusto, e aquilo que é mau, a fim de que voltem ao bom caminhos, a uma vida mais virtuosa e justa. Ensinai-me a corrigir os que erram. Amém.

15 de setembro de 2016

2. ENSINAR OS IGNORANTES


O termo “ignorante” significa, aqui, a pessoa que tem falta de conhecimento. Em se tratando da obra de misericórdia, a ignorância se refere principalmente ao desconhecimento daquilo que a pessoa precisaria saber para viver bem, para fazer o bem, para se relacionar bem com Deus, com a família e com todas as pessoas.
Por falta de conhecimento das verdades de fé e de religião, alguém não se relaciona, não respeita, não cultua a Deus, e até pode ofendê-lo pelas ações contra os mandamentos divinos. Levar alguém a conhecer a Deus, a sentir-se amado por Ele, a amá-Lo, a adorá-lo e cultuá-lo é uma obra de valor inestimável. O conhecimento mais importante para uma pessoa humana é conhecer, amar, se deixar amar, cultuar e servir a Deus por uma vida santa.
Muitas vezes, as crises de casais e de famílias se originam pela falta de conhecimentos sérios e sadios a respeito dos comportamentos que devem orientar os cônjuges na sua vida matrimonial. Ensiná-los, orientá-los, aconselhá-los é ajudá-los a viverem melhor a vida conjugal, familiar, bem como a serem mais felizes.
Cabe também dentro do sentido dessa obra de misericórdia espiritual, ensinar alguém gratuitamente a exercer uma profissão, a fim de que o ensinado possa trabalhar e ganhar o pão com “o suor de seu rosto”.
Por ser obra de misericórdia, realizada com esse espírito de caridade, também esta recebe a promessa de Jesus: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”. Alcançar misericórdia de Deus é uma recompensa preciosa. Animemo-nos a ensinar algo a alguma pessoa ignorante.

Oração:
Divino Espírito Santo, Deus de infinita sabedoria, iluminai-me com o Dom da Sabedoria para que eu saiba ensinar o caminho do amor a Deus, à família e ao próximo, àqueles que por ignorância acabam agindo mal e vivendo mal.
Dai-me a coragem e a alegria de saber ensinar aquelas pessoas que, por falta de uma formação melhor, ignoram a Deus, ignoram seus mandamentos e ensinamentos, como também àqueles que por ignorância não vivem bem sua vida matrimonial, familiar e social. Ensinai-me a ensinar. Amém.




7 de setembro de 2016

1. DAR BONS CONSELHOS

SETE  OBRAS DE MISERICÓRDIA ESPIRITUAIS


.1 Dar bons conselhos  2 Ensinar os ignorantes 3 Corrigir os que erram  4 Consolar os tristes  5 Perdoar as injurias  6. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo         7 Rogar a Deus pelos vivos e mortos.
1.       DAR BONS CONSELHOS
 Todos nós vivemos a nossa vida em meio a este mundo, e participando da sociedade que vive em nosso ambiente de vida. Encontramos sempre muitas pessoas de bem, que vivem bem, que fazem o bem, que contribuem para o bem da sociedade e das comunidades. Infelizmente encontramos, também, pessoas que vivem mal e fazem o mal aos seus semelhantes. As vezes o mal é “justificado” como se fosse um bem, e enganadas, as pessoas acabam realizando o mal como se fosse um bem
Muitas vezes, muitas pessoas, se encontram diante de uma encruzilhada e não sabem para onde ir, como pensar, o que fazer. Precisam de alguém com sabedoria para ajudá-las a encontrar o caminho correto.
Aqui entra esta obra de misericórdia espiritual: dar bons conselhos. Dar bons conselhos é ajudar as pessoas a escolherem o bem, o verdadeiro e o justo, a pensarem corretamente para se decidirem por caminhos bons, a agirem de forma correta e boa.
Bons conselhos podem ser dados ao cônjuge, aos filhos, aos pais, aos familiares, aos namorados, aos amigos, a pessoas que se sentem desorientados em situações difíceis de suas vidas, enfim, a qualquer pessoa que esteja necessitada de optar pelo verdadeiro, pelo justo, pelo bom.
É enorme o bem que podemos fazer por meio desta obra de caridade: dar bons conselhos. Mas às vezes é preciso ter coragem de fazê-lo. Mais. Às vezes é obrigação fazê-lo.
Sendo o aconselhar uma obra de misericórdia, ela tem a seu favor a promessa de Jesus: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” Essa promessa do Senhor, pode ser uma animação para que pratiquemos também essa obra de misericórdia espiritual.

Oração:
Divino Espírito Santo, conselheiro e mestre de nossas vidas, doador do Dom do Conselho, eu Vos peço que em meu caminhar sempre me ilumineis e me favoreçais a fim de que eu saiba escolher o que é bom, justo, correto e verdadeiro. Dai-me o Dom do Conselho para que eu saiba aconselhar as pessoas necessitadas de orientações em suas encruzilhadas. Que eu não omita dizer palavras de bem que possam ajudar as pessoas em suas escolhas para o bem. Amém.


4 de setembro de 2016

7. ENTERRAR OS MORTOS


Esta obra de misericórdia consiste em favorecer e participar do sepultamento dos mortos. Em se tratando do sepultamento de pessoas da família, de pessoas amigas ou conhecidas, costumamos participar de sepultamentos, como que por uma obrigação de verdadeiro amor. Por si só essa participação já é uma obra de misericórdia. Melhor ainda quando imprimimos à essa ação, um sentido cristão, com espírito eivado de convicção na vida eterna.
Alguém poderá realizar esta obra de misericórdia, de modo mais perfeito, indo participar de um sepultamento de quem é desconhecido, também para confortar os aflitos pela perda do ente querido. É sempre um tempo de sofrimentos a morte de um ente querido. Mesmo sendo desconhecido, essa presença que se manifeste por declarações de pêsames, por palavras de conforto, sempre faz muito bem aos enlutados. 
Esta atitude de participar do enterro é uma obra de misericórdia, E para esses, Jesus disse: “Bem aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia” Essa promessa do Senhor, pode ser uma animação para que pratiquemos também essa obra de misericórdia.
Oração:
             Senhor Jesus, aceitastes passar pela experiência pessoal da morte. Em vida, estivestes junto de Lázaro, morto há quatro dias. Estivestes na casa de Jairo, onde Tabita estava morta, e encontrastes o Filho da viúva de Naim que estava sendo levado ao cemitério, e Vós ressuscitastes todos os três.  Vossa ação ilumina o nosso coração sobre a vida que existe após a morte. Dai-me, Senhor, um coração solidário para com aqueles que sofrem com a morte de entes queridos. Que eu saiba confortá-los com as verdades de nossa fé. Amém.





30 de agosto de 2016

6. VISITAR OS PRESOS


Esta obra de misericórdia consiste em visitar os aprisionados em cadeias e prisões, com a finalidade de levar-lhes conforto, ânimo, coragem, bons conselhos e momentos de bem estar. Pode-se aproveitar essas visitas para evangelizá-los a respeito do amor que Jesus tem para com eles, do valor que eles tem como pessoas, e de um futuro melhor, após a pena. Pode-se aproveitar para levar-lhes boas leituras, principalmente um livro do Novo Testamento.
Nem sempre é fácil ou cômodo realizar essa obra de misericórdia. Mas há pessoas que possuem um dom para isto e fazem muito bem aos presos.
Também esta é uma importante obra de misericórdia que, por certo, para quem a faz, alcança a misericórdia divina. Também esta obra merece as palavras de Jesus que diz: ““O Rei dirá aos que estão à direita: - Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo, porque eu estava preso e vós me visitastes.  Perguntar-lhe-ão os justos: - Senhor, quando foi que tu estavas preso e nós te visitamos? ... Responderá o Rei: - Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes.(Mt 25, 34 e SS)
Oração.
Senhor Jesus,  Vós provastes os sofrimento da prisão e das torturas que Vos foram impostas, na ocasião de Vossa Paixão e Condenação. São tantos, Senhor, os presos que se encontram em nossas prisões, quase sempre superlotadas, vivendo uma vida muitas vezes tão desumana e sofrida. Admiro, Senhor, aquelas pessoas que vão às prisões para visitar os presos e levar-lhes algum conforto e animação.
Concedei-me, Senhor, que alguma vez eu experimente a gratificação de visitar os presos. E abençoai aqueles pessoas que possuem esse dom e realizam essa obra de misericórdia. Amém.