13 de outubro de 2017

ADORAÇÃO AO PAI ETERNO


A adoração é uma forma de culto à divindade, no qual se reconhece e se proclama que Deus é Deus, que Ele é o ser supremo, que Ele tem todas as virtudes e qualidades em grau divino, portanto, perfeitíssimas.
Adorar o Pai celeste é entrar em contato com Ele, é estabelecer uma comunhão com Ele, reconhecendo-O como Deus Pai, proclamando-O como Deus Pai, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino, Pai eterno.
            O Deus de Jesus Cristo, o Deus dos cristãos, o Deus que se revelou, é Uno e Trino. É Trindade. É Pai, é Filho e é Espírito Santo. Portanto, a cada Pessoa divina, por ser Deus, se Lhe atribui o culto de adoração. O Pai deve ser adorado porque é Deus. O Filho deve ser adorado porque é Deus. O Espírito Santo deve ser adorado, porque é Deus.
            O Pai eterno merece o culto de adoração por que é o Deus que gerou o Filho na eternidade, e porque dEle procede o Espírito Santo, igualmente na eternidade
            Para adorar o Pai eterno não é preciso estar numa igreja ou numa capela, diante de Jesus Eucarístico exposto no sacramento. Essa adoração pode ser realizada em qualquer lugar nobre, onde possamos estar em oração, como: numa igreja ou capela, na sala de nossa casa, no oratório de nosso lar, num belo lugar ao ar livre em meio à natureza.
            O que faz desse culto uma verdadeira adoração é a intenção interior de entrar em comunhão espiritual com o Pai, com o desejo de reconhecê-lo como Deus, proclamá-lo como Deus Pai, aceitá-lo como Deus Pai, e rendermo-nos a Ele como ao Deus verdadeiro
.           Na adoração ao Pai eterno sempre iniciamos proclamando, glorificando, exaltando, acolhendo a sua divindade, e rendermo-nos a Ela. A partir dessa proclamação da divindade do Pai, prosseguimos proclamando que Ele é o Pai criador de todas as maravilhas que existem nos Céus, no universo e na terra. Proclamamos que Ele é o Pai criador que nos criou à sua imagem e semelhança. Louvamos, glorificamos e bendizemos pelo Seu divino amor para conosco, amor que providencia só coisas boas, todos os dias de nossa vida. Proclamamos e agradecemos porque Ele nos enviou seu Filho, Jesus, como nosso Salvador pessoal, porque nos enviou o Espírito Santo como nosso santificador. Louvamos ao Pai eterno porque, por meio de Jesus, nos deu a Igreja com toda a sua doutrina santa, com os sete sacramento, com a hierarquia, com a revelação da nossa vida eterna e da glória celeste.
            Nessa adoração ao Pai eterno, O louvamos e Lhe agradecemos por toda a riqueza de nossa família: o tesouro de nossos pais e irmãos, a bênção dos nossos avós e bisavós, a riqueza que são nossos familiares. O louvamos e agradecemos por nossa vida, nossa saúde, nossos dons espiritual, psicológicos e físicos, por nossos bens materiais.
            Todas essas glorificações, porque são dirigidas ao Pai eterno porque é Deus, se tornam a verdadeira adoração ao Pai.


4 de outubro de 2017


Por que Nossa Senhora insiste tanto na Oração do Rosário?

Em 1945 os americanos lançaram a bomba atômica sobre duas cidades japonesas: Nagasaki e Hiroshima. Nesta última, num raio de um quilômetro e meio do centro da explosão, ficou tudo arrasado e todos os habitantes morreram carbonizados. A casa paroquial, com oito moradores jesuítas, que distava apenas 800 metros da explosão, ficou de pé e os seus moradores ficaram ilesos.

O Pe. Hubert Shiffer era um deles e tinha então 30 anos. Depois viveu mais 33 completamente com saúde e nenhum dos moradores da casa sofreu as conseqüências da radioatividade. Ele contou a sua experiência no Congresso Eucarístico da Filadélfia (EUA) em 1976. Então todos os membros daquela comunidade ainda viviam.

O Pe. Shiffer foi examinado e interrogado por mais de 200 cientistas e não puderam explicar como, no meio de milhares de mortos, ele e seus companheiros tinham podido sobreviver. O Pe. Shiffer afirmou que centenas de cientistas e pesquisadores por vários anos continuaram a investigar por que a casa paroquial não foi atingida quando tudo ao redor ficou arrasado. E o padre explicou, dizendo: "Naquela casa se rezava todos os dias, em comum, o Santo Rosário. Por isso, foi protegida por Nossa Senhora".

Nossa Senhora, a partir principalmente de Lourdes, dá uma ênfase toda especial à oração do Rosário. Em Lourdes aparece sempre com o ROSÁRIO. Em outras aparições, pede sempre que se reze o Rosário. Em Fátima, em cada uma das aparições, ela insiste: "Rezem o ROSÁRIO DIARIAMENTE".

Em Medjugorje, desde o início, pede que se reze o Rosário. Em 14/08/84, ela diz: "Eu gostaria que cada dia se rezasse pelo menos o Rosário". Em 27/09/84: "Peço às famílias da paróquia que rezem o rosário em família".

No dia 25/06/85 a vidente Marija pergunta a Nossa Senhora o que deseja dizer aos sacerdotes. Ela responde: "Caros filhos, eu os exorto a convidar todos à Oração do Rosário. Com o rosário, vencerão todas as dificuldades que Satanás, neste momento, quer colocar no caminho da Igreja Católica. Vocês todos, Sacerdotes, Rezem o Rosário. Consagrem tempo ao Rosário".

O Papa, no 80º aniversário das aparições em Fátima, disse: "Caríssimos irmãos, rezai o Rosário todos os dias! Peço vivamente aos pastores para rezar o Rosário nas suas comunidades cristãs. Ajudai o povo de Deus a retornar à oração cotidiana do Rosário".

            A Origem da Ave-Maria

         É bom lembrar que, a segunda parte da Ave-Maria ("Santa Maria, Mãe de Deus"), foi introduzida na oração por ocasião da vitória sobre a heresia nestoriana, deflagrada no ano de 429.

         O bispo Nestório, Patriarca de Constantinopla, afirmava ser Maria mãe de Jesus e não Mãe de Deus. O episódio tomou feições tão sérias que culminou no Concílio de Éfeso convocado pelo Papa Celestino I. Sob a presidência de São Cirilo (Patricarca de Alexandria), a heresia foi condenada e Nestório, recusando a aceitar a decisão do conselho, acabou sendo excomungado. (Leia o artigo XVI do livro Oriente para saber mais sobre a heresia nestoriana).

         Conta-se que no dia de encerramento do Concílio, onde os Padres Conciliares exaltaram as virtudes e as prerrogativas especiais da VIRGEM MARIA, o Santo Padre Celestino ajoelhou-se diante da assembléia e saudou Nossa Senhora, dizendo: "SANTA MARIA, MÃE DE DEUS, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte. Amém."
         Na continuidade dos anos, esta saudação foi unida àquela que o Arcanjo Gabriel fez a Maria, conforme o Evangelho de Jesus segundo São Lucas 1,26-38 "Ave cheia de graça, o Senhor está contigo!" e também, a outra saudação que Isabel fez a Maria, para auxiliá-la durante os últimos três meses de sua gravidez: "Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre." (Lucas1, 42) Estas três saudações deram origem a AVE MARIA.


         Como surgiu a oração do Santo Rosário


         A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai Nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.

        Posteriormente fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.

            Rosa das rosas, Rainha das rainhas.

         A palavra Rosário vem do latim Rosarium, que significa 'Coroa de Rosas'.
        Nossa Senhora é a Rosa Mística (como é invocada na Ladainha Lauretana), e em sua homenagem o nome Rosário, que vem de Rosas. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma Rosa espiritual, e por cada Rosário completo, lhe é entregue uma Coroa de Rosas.
        A rosa é a rainha das flores, Rosa das rosas, como é a Rainha das rainhas. sendo assim o Rosário a Rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.

         O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que Sua Mãe lhe pede. Em cada uma de suas Aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.


29 de setembro de 2017

OS TRÊS ARCANJOS


            O nome “Arcanjo” é formado por duas palavras: arqui+anjo. Significa “anjo maior”. A palavra anjo vem da língua grega: “ânguelos”, e do latim:”ângelus”, que significa “mensageiro, portador de mensagens, noticiador”. Na verdade, o nome “anjo” não indica a “natureza”, ou seja, “aquilo que o anjo é”, mas a sua missão, a sua ação, o que ele faz. Santo Agostinho diz que “anjo é designação de encargo, e não de natureza. Se perguntas pela sua natureza, ele é ‘espírito’. Se perguntas pelo encargo, ele é ‘anjo’. É espírito, por aquilo que ele é. É anjo, por aquilo que ele faz”. Portanto, ao falar de anjos está se discorrendo sobre “espíritos”, seres espirituais, dotados de individualidade, inteligência e vontade.
            Os espíritos angélicos são “servidores e mensageiros de Deus”, “poderosos executores de sua palavra, e obedientes ao som de sua voz (Cf. Sl. 102, 20).
            Baseados em diversas citações bíblicas, alguns escritores sagrados os dividem três hierarquias. Cada hierarquia é formada por três categorias, formando nove categorias ou ordens de espíritos angélicos.
            A primeira hierarquia é formada pelos espíritos Serafins, pelos Querubins e pelos Tronos. Esses três grupos se mantém junto do trono de Deus, o adoram, contemplam, servem e engrandecem. Os Serafins são os “inflamados” do amor de Deus. Os Querubins são os portadores da plenitude da ciência divina. Os Tronos vivem a “fruição perpétua” da presença de Deus.
            A segunda hierarquia é formada pelos espíritos Dominações, pelos Virtudes e pelos Potências. Os Dominações presidem, organizam, dão ordens a outros espíritos. Os espíritos Virtudes são os executores: agem, fazem. E os Potências exercem o poder. Têm poder de remover obstáculos aos planos divinos e favorecer sua implantação.
            A terceira hierarquia é formada pelos espíritos chamados: Principados, Arcanjos e Anjos. Os Principados exercem poderes em nome de Deus, para o reino de Deus, em regiões maiores: países, províncias, estados.  Os Arcanjos, exercem domínios sobre cidades. Os Anjos, exercem o cuidado de pessoas. (Cf Legenda Áurea, pg. 813-824)
            A bem da verdade, é preciso dizer que alguns escritores sacros divergem, não dos nomes das nove categorias de espíritos, mas das atribuições de cada classe, descritas acima.
            Todos esses espíritos celestes são criados por Deus, estão na felicidade dos céus, servem em profundo amor e obediência a Deus, são profundamente unidos entre si na execução da missão geral dada por Deus, bem como nas incumbências pessoais.

OS TRÊS ARCANJOS
            Por causa de suas aparições e manifestações nominais e pessoais descritas na Bíblia ou narradas em acontecimentos documentados, os Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael são os mais conhecidos, venerados, invocados e prestigiados na Igreja.
            Nos séculos passados, cada Arcanjo tinha sua festa própria na liturgia católica. São Miguel era celebrado no dia 29 de setembro, São Gabriel no dia 24 de março e São Rafael no dia 24 de outubro. Com a reforma do calendário litúrgico, são celebrados num mesmo dia: 29 de setembro.

São Miguel Arcanjo.
            O nome Miguel significa “Quem é como Deus?”. Pelo significado do nome podemos perceber que esse arcanjo é “defensor intransigente e ciumento de Deus, de seus direitos divinos e de tudo quanto Lhe pertence”. É “adversário” dos inimigos de Deus, quer demônios, quer seres humanos. Pelo significado de seu nome compreendemos melhor sua missão, seus trabalhos, seus empenhos. São Gregório escreveu que “Quando se trata de realizar coisas maravilhosas, o enviado por Deus é Miguel”.
            Escritores sagrados, baseados em dados bíblicos, apontam para tarefas importantes deste arcanjo. Foi Miguel quem combateu Lúcifer e seus anjos rebeldes, e os expulsou do céu, obtendo uma grande vitória. É Miguel que, o tempo do anticristo, deve se erguer em defesa e em favor dos eleitos. Miguel é o protetor do povo eleito (Cf. Dan 10, 13 e 12,1) Foi Miguel quem disputou contra Satanás para proteger o corpo de Moisés, que o satânico queria fazer desaparecer, a fim de que o povo judeu adorasse Moisés em lugar de Deus. (Cf Carta de São Judas, v.9). É Miguel o chefe da luta contra o dragão (Cf. Apoc 12, 7). Na liturgia da esperança (dos falecidos) fala-se que Miguel acompanha os falecidos e os leva até Deus e ao paraíso. Ele era o protetor da sinagoga. Agora é o protetor da Igreja Católica.
            Em escritos religiosos relatam-se muitas aparições desse Arcanjo, realizando obras de grande poder, como vitórias em guerras, desaparecimento súbito de pestes mortais, orientações para o bem maior de uma população ou da Igreja.
            Miguel já era cultuado na sinagoga judaica como seu protetor. Desde os inícios da era cristã recebeu um culto fervoroso, tanto no oriente como no ocidente. Já os imperadores  romanos Constantino e Justiniano construíram e lhe dedicaram templos preciosos. O papa São Gregório dedicou-lhe um mausoléu, hoje conhecido como Castelo de Santo Ângelo, perto do Vaticano.
            Tradicionalmente, Miguel é invocado contra o demônio e suas tentativas de seduzir e fazer mal às pessoas, para libertar pessoas possessas, obcecadas ou oprimidas pelo diabo, para libertar pessoas e lugares contaminados pelas forças do mal.

São Gabriel Arcanjo
            O nome Gabriel significa “Força de Deus”. É o mensageiro celeste que recebeu a maior e a mais admirável missão de anunciar a “Encarnação do Verbo eterno”, do filho de Deus, do Messias e Salvador, no ventre virginal da Virgem de Nazaré (Cf. Lc 1, 26-38). Foi ele quem anunciou também o nascimento milagroso de João Batista (Cf. Lc 1, 5-25).
            Quando apareceu a Zacarias, pai de João Batista, no templo de Jerusalém, a fim de anunciar o nascimento do Precursor, o Arcanjo disse: “Eu sou Gabriel que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova. (Cf Lc 1, 19) Essa declaração nos revela o quanto Gabriel está diante do trono divino, prestando atenção e servindo a Deus em mensagens de primeira grandeza.
            Revelou seu poder pessoal quando castigou a falta de fé de Zacarias. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo (Lc 1,20).


São Rafael Arcanjo         
            O nome Rafael significa “Deus cura”, ou ainda “Medicina de Deus”. Esse arcanjo aparece numa história interessante e edificante no livro bíblico de Tobias. Ele mesmo revela quem é: “Eu sou o anjo Rafael, um dos sete que assistimos na presença de Deus” (Cf.  Tob 12, 15)
            Na história de Tobias, Rafael aparece disfarçado em figura humana, como inesperado companheiro de viagem de Tobias, conhecedor dos caminhos e das pessoas, cuidadoso e protetor do amigo de viagem. Por causa dessa missão realizada com toda sabedoria e cuidado, Rafael é invocado como “guia e protetor dos viajantes”.
            Na mesma oportunidade da viagem, Rafael ensina a Tobias o remédio para a cura da cegueira de seu pai Tobit. Por isso é também invocado como intercessor para a cura dos enfermos.
            Vale a pena reler o livro de Tobias. São poucas páginas. Um relato maravilhoso e comovente que revela o quanto Deus protege e promove os justos. Tenho absoluta certeza de que o leitor ficará muito bem impressionado com as maravilhas reveladas nesse livro, principalmente a atuação disfarçada do arcanjo Rafael.          


17 de setembro de 2017

ADORAÇÃO AO DEUS UNO E TRINO


Quando se pensa ou se fala de “adoração”, logo vem à mente a imagem de uma igreja ou capela, onde sobre o altar, Jesus está exposto no Santíssimo Sacramento, e um grupo maior ou menor de pessoas está orando, cantando, lendo textos bíblicos, enfim, orando de várias formas.
            Sim, aquilo é adoração. Por certo de muito boa qualidade e muito agradável ao Senhor Jesus. Mas adoração é muito mais do que aquilo. A adoração é uma forma de culto muito especial no seu conteúdo e no seu sentido. Adorar é entrar em contato, é estabelecer uma comunhão com Deus, reconhecendo-O como Deus, proclamando-O como Deus, bendizendo-O por Ele ser Deus, glorificando-O por seus atributos, virtudes e qualidades divinas, declarando-O como o Deus único, verdadeiro, Uno e Trino.
            A essência da adoração está no reconhecimento da divindade, na proclamação de que “Deus é Deus”! E tudo o demais que se faça naquele culto, antes de tudo seja dirigido à Divindade de Deus. O adorador põem-se diante de Deus, entra em contato direto com Deus, ora, fala, canta, escuta a voz de Deus, aceita-O como seu Deus, rende-se a Ele inteiramente, acolhe sua Palavra, procura modelar sua vida de acordo com os mandamentos divinos e as vontades divinas. O objeto da adoração, portanto, é a Divindade, é o Deus verdadeiro, único, Uno e Trino.
Depois de ter entrado e de estar na verdadeira adoração pela presença e comunhão com Deus, tudo o mais que o adorador realiza se situa dentro do espírito da adoração. Ou seja, do reconhecimento da divindade. O pedido de perdão é dirigido a Deus. O louvor por todas as criaturas se dirige a Deus. A ação de graças por todos os benefícios é feita a Deus. O intercessão é dirigida a Deus. Os pedidos de cura e libertação são dirigidos a Deus. Enfim, tudo o que se faça, em última análise é dirigido a Deus. Isto é adoração.
            A adoração pode ser dirigida ao Deus Uno e Trino, único e verdadeiro, Pai e Filho e Espírito Santo. Mas pode ser dirigida a uma pessoa divina determinada. Podemos realizar uma ótima adoração dirigida ao Pai eterno. Podemos fazer uma excelente adoração ao Espírito Santo. E podemos realizar um significativa adoração ao Filho eterno.
            É muito comum e tradicional realizarmos adorações a Jesus sacramentado. Talvez nunca tenhamos feito meia hora de adoração ao Pai eterno ou ao Espírito Santo. Não fomos ensinados. Não se fazem nas nossas igrejas. É verdade que onde se encontra Jesus sacramentado encontram-se também o Pai e o Espírito Santo. E por certo, Estes se alegram com a adoração a Jesus Eucarístico. Mas, em nossa vida de culto e oração deveríamos também incluir o Pai e o Espírito Santo.
            Para realizar uma adoração ao Pai eterno e ao Espírito Santo, não precisamos ir à igreja e expor Jesus santíssimo sobre o altar. Podemos realizar essa adoração em qualquer lugar nobre, onde possamos estar tranquilos em oração.
            Assim como a adoração a Jesus sacramentado traz muitos furtos espirituais para os adoradores, igualmente a adoração ao Pai e ao Espírito trazem excelentes graças para a nossa vida cristã.

            

30 de agosto de 2017

CREIO, SENHOR, MAS AUMENTAI A MINHA FÉ.


A fé é um dom de Deus que energiza e ilumina o coração de uma pessoa para que ela possa crer firmemente em Jesus ressuscitado e em todas as revelações feitas por Ele. A fé abre a porta para que se possa ter uma vida de comunhão com a Trindade e para poder entrar na Igreja e viver nela o caminho da vida cristã, a vida sacramental para alcançar a salvação.
O início do caminho da fé acontece no Santo Batismo. Nele, o Espírito Santo deposita o gérmen da fé no coração do batizando. Depois, pelo exemplo dos pais e da família, pelas catequeses na vida da igreja, pela participação na comunidade católica, aquele gérmen cresce, se desenvolve e pode chegar a uma plena maturidade.
A fé precisa ser alimentada. O primeiro lugar para alimentar a fé é a própria família. Ali, os pais devem cultivar a semente da fé, falando bem de Jesus, de Deus e de Nossa Senhora, devem introduzir os filhos na vida de oração, devem formá-los para participar da vida da Igreja.
O segundo lugar de alimento e crescimento da fé é a comunidade católica. Seja a paróquia ou outra comunidade menor, dentro da paróquia. Pela participação nas catequeses para a vida eucarística e para o Crisma, pela participação das missas dominicais, pela participação de todas as expressões religiosas realizadas na comunidade católica, a fé vai se consolidando e fortificando até chagar ao ideal de uma maturidade.

Porque a fé é um dom de Deus, doado por meio do Espírito Santo, devemos pedir ao Divino Espírito que faça crescer a nossa fé. “Eu creio, Senhor, mas aumentai a minha fé”, deve ser um pedido repetido sempre de novo, principalmente quando lemos, estudamos ou ouvirmos falar de alguma verdade misteriosa de nossa fé. Muitas das verdades de nossa fé são misteriosas, e portanto não podemos compreendê-las integralmente. Onde termina a nossa capacidade de entender é que se inicia o verdadeiro “crer”. Então dizemos de coração: “Eu creio, não porque compreendo. Creio porque Jesus afirmou e ensinou”. Eis a pureza da fé!