14 de agosto de 2013

AS BEM-AVENTURANÇAS

Bem-aventurados os que promovem a paz, 
porque serão chamados filhos de Deus (v. 9)
            Alguém tem paz, vive em paz, quando está de bem com Deus, consigo mesmo e com todos os demais. A paz não é ausência de guerra contra Deus, contra si mesmo e contra o próximo, mas é presença de amor. Presença de amor para com Deus, presença de amor para consigo mesmo e presença de amor para com o próximo. É o amor para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo  que gera a verdadeira paz. Essa paz baseada no amor  torna o “pacífico” um filho de Deus. E por isso ele se sente bem-aventurado, se sente feliz.
            Deus é amor divino, perfeitíssimo, imenso, irretocável, dentro da própria Trindade, entre as três Pessoas divinas, como também em relação ao ser humano. Por isso é o Deus da paz. Sim, é o Deus da paz baseada no amor, dinamizada pelo amor, e tornada presente no coração de Deus e dos seres humanos       .
            Deus mesmo é o primeiro construtor da paz entre os seres humanos porque lhes ensina todos os caminhos do amor, o qual se manifesta como perdão, compaixão e misericórdia. Ele ensina e ordena que os seres humanos se amem, e no amor vivam suas vidas e suas ações recíprocas. Este amor é fonte de paz entre os corações.
            Aqueles que vivem na verdadeira paz, também se tornam construtores, propagadores, fazedores da paz com Deus e com o próximo.
Quem trabalha para alcançar a paz entre os homens atua como Deus, porque Deus é o Deus da paz (Rm 15,33; 16,20). A promoção da paz, (do Shalom) é fruto da misericórdia e da pureza de coração. Depois da ressurreição, Jesus saudou os discípulos dizendo:: “A paz esteja com vocês” (Jo 20, 19.21.26). A paz que propõe o Evangelho é a dignidade da vida em todos os sentidos. Não se trata de uma paz meramente pessoal, egoísta, mas que se manifesta também a nível social. Podemos parecer promotores da paz e do evangelho”, mas às vezes vivemos num clima de guerra, de violência, de injustiça, em nosso ambiente de vida.
Importante também é o ser humano estar e viver em paz consigo mesmo. É de dentro de um coração em guerra consigo mesmo, que guarda auto condenações, remorsos do seu passado doloroso, raivas e ressentimentos de si mesmo que nascem muitas “guerrinhas” na família, no trabalho, na convivência social. Para que este coração reencontre a paz consigo e com o próximo é preciso que ele se perdoe a si mesmo, profundamente, por todos os seus erros e desacertos praticados. Só depois de se perdoar vigorosamente  é que ele será capas  de viver em paz com os outros e ser um construtor da paz na família e na comunidade dos seres humanos.
Contraditoriamente a nossa sociedade atual apregoa: "felizes os que não têm medo de lutar contra os outros, pois só assim podem ser pessoas de sucesso". Esses promovem a guerra... Provavelmente não estão em paz consigo mesmos.  O suas convicções são realmente egoístas e interesseiros. Estes não são jamais promotores do bem comum e da paz entre os seres humanos.

É bela a recompensa dos pacíficos e dos promotores da paz: serão chamados filhos de Deus. Filhos do Deus da paz.

1 Comentários:

Anonymous yanese disse...

Excelente

15 de agosto de 2013 09:52  

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial