1 de novembro de 2013

DEUS  É  P A I
            1º Creio, 2º em Deus, 3º que é Pai. São três afirmações que iniciam a nossa profissão de fé católica. Creio: declaração da existência da fé no coração. Em Deus: fé no único e verdadeiro, uno e trino Deus. Pai: afirmação de que o Deus uno e trino, no qual cremos, é Pai.
            Deus é Pai, em primeiro lugar, porque desde a eternidade gerou o seu Filho, Deus Filho, o Verbo eterno, que um dia tomou um corpo humano no seio de Virgem Maria, e recebeu o nome de Jesus. Esta é a realidade fundamental da paternidade de Deus. Deus é Pai porque gerou o Filho eterno.
            Deus é Pai, também, porque adotou e adota como filhos adotivos, todos os seres humanos que crêem em seu Filho e recebem o santo Batismo.
            Deus é Pai, ainda, por ser aquele que criou todas as coisas, por ser a origem de tudo quanto existe fora dEle. Porque Ele é o criador, é chamado de Pai.
            Por ser Pai, Ele é o possuidor de um coração paterno que ama tudo quanto gerou com um amor divino e eterno. Um amor perfeito. O Espírito Santo inspirou São João a escrever que “Deus é amor” (1 Jo 4, 8.16) Deus não apenas “tem” amor. Ele “é” amor. Sua natureza e essência é o amor. Por isso sabe e pode amar com amor divino, infinito, perfeitíssimo, eterno.
            Antes de tudo, o Pai ama com amor divino ao Seu Filho eterno, a quem chamamos de Jesus. Tanto no batismo de Jesus, quanto no monte Tabor, o Pai proclamou seu amor pelo Filho, dizendo: “Este é o meu Filho muito amado no qual ponho toda a minha afeição”. O amor recíproco entre o Pai e o Filho é perfeitíssimo e máximo. A tal ponto que esse amor recíproco se tornou Pessoa, o Espírito Santo.
            Deus Pai tem um amor profundo e perfeito também para conosco, seres humanos, pois nos criou à sua imagem e semelhança para fazer-nos participantes de sua vida, para fazermos “comunhão” com Ele, e dessa forma, fazer-nos felizes. Todos os seres humanos são amados por Deus Pai como criaturas suas. Mas de forma especial aqueles que pelo Santo Batismo são adotados pelo Pai como seus filhos adotivos.
            Pelo ato sacramental do Batismo, o Pai nos adotou oficialmente como filhos Seus, e ao olhar para nós, batizados, Ele nos reconhece como filhos, e por ser um Pai perfeito no amor, Ele nos ama com amor divino, eterno, perfeito, gratuito e incondicional.
            O Pai tem um projeto de amor para com cada um de seus filhos. Esse projeto de amor tem por finalidade fazer com que o amor do Pai possa realizar tudo aquilo que cada filho necessita em sua vida para se realizar e ser feliz. Mais. Para que o filho se sinta amado e corresponda ao amor do Pai. E nesse diálogo, nessa troca de amor, o filho queira viver no amor a sua vida terrena, para um dia entrar no amor eterno, na eternidade.
             O lamento é que o ser humano, por causa do pecado original e os seus pecados pessoais, tem muita dificuldade de “perceber” o plano de amor do Pai, de constatar as provas do amor do Pai, de sentir-se amado. Essa insensibilidade do coração humano faz com que as pessoas não creiam em Deus Pai, não se sintam amadas, e por isso não amem e não percebam a felicidade de ser amado e de amar a Deus Pai. Sem o amor de Deus, a vida terrena é um deserto árido e sofrido. Quem se sente amado e ama o Pai se sente num oásis onde corre água viva abundante que sacia plenamente o coração humano.


1 Comentários:

Anonymous yanese disse...

Excelente

2 de novembro de 2013 21:56  

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