11 de janeiro de 2016

O NOME DE DEUS


            Quando professamos a fé católica, sempre iniciamos dizendo; “Creio em Deus”. O nome “Deus” designa para nós que cremos, o único Deus verdadeiro.        
Ao seu povo de Israel, Deus revelou-se, dando a conhecer o seu nome. O nome exprime a essência, a identidade da pessoa e o sentido de sua vida.
            Deus tem um nome. Revelar o próprio nome é dar-se a conhecer aos outros, é abrir-se a si mesmo tornando-se acessível, capaz de ser conhecido e chamado pessoalmente.
            Deus revelou-se progressivamente. Foi a Moisés que Ele revelou o nome pelo qual queria ser invocado. Deus chamou Moisés do meio da sarça e lhe disse: “Eu sou o Deus de teus pais, o Deus de Abrasão, o Deus de Isaac, o Deus de Jacó” (Ex 3,6) Moisés disse a Deus: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome?” Deus respondeu a Moisés: “EU SOU AQUELE QUE É”. E ajuntou: “Eis como responderás aos israelitas: O EU SOU envia-me junto de vós.  
Deus disse ainda a Moisés: “Assim falarás aos israelitas: É JAVÉ, o Deus de vossos pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó, quem me envia junto de vós. Este é o meu nome para sempre, e é assim que me chamarão de geração em geração”. (Ex. 3,13-15)
            A Moisés que pediu para ver a sua glória, Deus respondeu: “Farei passar diante de ti toda a minha beleza, e diante de ti pronunciarei o nome de Iahweh (Ex.33,18) E o Senhor passa diante de Moisés e proclama: Iahweh, Iahweh, Deus de ternura e de piedade, lento para a cólera e rico em amor e fidelidade.(Ex 34,5-6).
            Por respeito à santidade de Deus, o povo não pronunciava o nome de Deus. Nas Escrituras, o nome de Deus foi substituído pelo título de “Senhor” = “Adonai” = “Kyrios”.
            Na revelação que Deus fez de si mesmo, encontramos muitos dos seus atributos divinos: eterno, imenso, imutável, incompreensível, todo-poderoso, inefável, fiel, compassivo, santíssimo, terno, piedoso, lento na cólera, amoroso, verdadeiro, justo. Imortal, bondoso, benevolente, confiável, constante, misericordioso.
            Deus é eterno: não teve começo e não terá fim. Deus é imenso: não pode ser medido em sua grandeza, também por se tratar de um espírito perfeitíssimo. Deus é Imutável: que permanece sempre o mesmo. Nele não há mudanças. Ele é incompreensível: não pode ser compreendido por ser um mistério insondável. Ele é todo poderoso: para Ele tudo é possível. Ele é inefável: sua Pessoa é de uma doçura divina. Ele é fiel: Sua fidelidade é divina, portanto, absolutamente fiel. Ele é compassivo: pleno de compaixão para com o ser humano pecador. Ele é santíssimo: tem uma santidade em grau divino, incomparável. Deus é terno: movido por uma ternura divina, incomparável. Ele é piedoso: sua manifestação é divinamente paterna. Lento na cólera: porque é misericordioso, é lento, demorado para corrigir e punir. Deus é amoroso: Ele é o próprio amor. Deus é verdadeiro: Ele é a própria verdade. Deus é justo: sua justiça é absoluta, porque é Deus. Ele é Imortal: nunca terá fim. Ele é bondoso: sua bondade é divina, portanto perfeitíssima. Ele é benevolente: Ele só quer e só pode querer o bem, por ser Deus. Ele é confiável: porque é imutável e fiel. Ele é constante: sua constância é divina, portanto perfeitíssima. Deus é misericordioso: sua misericórdia é sem limites.

            Todos esses atributos nós os encontramos nas revelações que Deus fez de si mesmo, especialmente por meio de Jesus Cristo.

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